quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O PAPEL DO PROFESSOR NÃO É ENSINAR CONTEÚDOS QUE JÁ ESTÃO EM TODOS OS LUGARES, MAS ENSINAR O ALUNO A PENSAR.

E QUANDO O ESTADO NÃO FAZ A SUA PARTE?

Reduzir maioridade penal é equívoco jurídico e político

 

Talvez seja o momento de educar os homens para não punir as crianças

Cada vez que a imprensa noticia um crime do qual tenha participado adolescente, voltam à tona apoios a propostas oportunistas para a redução da maioridade penal.
O sensacionalismo seduz, mas não responde à lógica: o fato de os adultos já serem processados criminalmente não tem evitado que pratiquem crimes. Por que isso aconteceria com os adolescentes?
A ideia de que a criminalidade está vinculada a uma espécie de “sensação da impunidade” jamais se demonstrou, tanto mais que a prática de crimes tem crescido junto com a encarcerização.
A tese oculta uma importante variável: o fator altamente criminógeno do ambiente prisional, que é ainda maior quando se trata de jovens em crescimento.
Há uma série de empecilhos jurídicos à proposta para reduzir a maioridade penal.
O primeiro deles repousa na proibição de votar qualquer emenda constitucional para abolir direitos e garantias individuais.
É difícil crer que a inimputabilidade de adolescentes, e sua expressa sujeição à lei especial, tal como determina o art. 228, da Constituição Federal, não seja considerado pelo STF como uma cláusula pétrea.
Se garantias processuais como o direito à defesa, assistência de um advogado e o juiz competente estão tuteladas, como supor que o direito de não ser julgado criminalmente esteja fora do alcance desta proibição?
A Convenção Americana de Direitos Humanos, conhecida como Pacto de San José da Costa Rica, ratificada pelo país há mais de duas décadas, também insere entre os direitos civis dos habitantes do continente, que menores devem ser separados dos adultos e conduzidos a tribunal especializado (art. 4º, 5).
A falsa ideia de impunidade vem sendo disseminada na sociedade, paradoxalmente, ao mesmo tempo em que o país se torna um dos maiores encarceradores do mundo.
Mais de meio milhão de almas já entopem esse precário e depauperado sistema prisional, dentro do qual se pretende introduzir ainda os adolescentes. As facções criminosas, organizações que nasceram e se fortaleceram com a recente hiper-prisionalização, agradecem sensibilizadas mais esse reforço em seus exércitos.
Encarcerar adolescentes não vai nos trazer paz ou segurança. Vai apenas armar outra de tantas bombas-relógios montadas no sistema penitenciário, que alguns supõem, por um desvio exagerado da lógica, que jamais retornarão para explodir em nossos próprios colos.
E a tal “impunidade” também ignora que já há milhares de jovens internados no país, além de tantos outros respondendo por seus atos infracionais com medidas socioeducativas previstas na lei especial. A reincidência tem se mostrado menor, inclusive, nos que cumprem medidas em meio aberto.
Enxergar genericamente a impunidade por via de um ou outro exemplo – e mudar a lei por causa deles - é o retrato mais candente do populismo, que se fundamenta, quase sempre, nas prioridades da própria mídia. Algumas vezes em coincidência com a opinião pública, outras apenas condicionando-a.
O curioso é que os primeiros a levantar bandeiras pelo aumento da punição, costumam ser aqueles que em geral se perfilam contra políticas de desarmamento – contraditoriamente, eis que as maiores perdas são decorrentes justamente da banalização de armas de fogo. Onde, então, o apelo sincero à segurança da sociedade?
Educar as crianças seria uma boa estratégia para não punir os homens, como dizia Pitágoras. Talvez seja o momento de educar os homens para não punir as crianças.
Marcelo Semer
No Sem Juízo

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Desafiando gigantes, dublado.

O filme "Desafiando Gigantes",  no mostra a importância de nunca desistirmos.

Um exemplo de vida.

Goiás 247_ O ex-engraxate Jeová David Ferreira, de 57 anos, está disposto a provar que nunca é tarde para realizar seus sonhos. Hoje ele é bancário aposentado e após 35 anos longe da escola resolveu voltar à sala de aula para tentar cursar medicina, seu sonho de infância que era compartilhado com a mãe.
E tanto esforço já deu resultado. Jeová foi aprovado em medicina na Universidade de Rio Verde, no sudoeste do Estado. Ele superou uma concorrência de 70 candidatos por vaga. Um dos empecilhos agora é o custo da faculdade, que é particular.
Para passar no vestibular a rotina de estudos é pesada. “Levantava às 5h da manhã e logo em seguida assistia ao Tele Curso, até umas 6h. Depois, ia para o colégio. Chegando ao colégio, assistia aula o dia todo, até umas 22h. Isso todos os dias”, lembra o aposentado
“Desde pequeno, ele falava para a minha mãe que ia ser médico”, lembra a irmã mais velha de Jeová, Maria Aparecida Ferreira.
Jeová segue em seu objetivo e no último domingo fez a primeira fase do vestibular da Universidade Federal de Goiás (UFG). O curso de medicina foi o mais concorrido com 64,4 candidatos por vaga.
Para passar no vestibular Jeová faz cursinho há quatro anos. “Ele é a prova de que não devemos nunca desistir dos nossos sonhos, mesmo que demore 5, 10 ou 57 anos”, afirma o diretor da instituição, Marcos Araújo, em entrevista à TV Anhanguera.
“É um exemplo para a gente. E a moçada mais nova que for fazer a prova amanhã tem um concorrente forte aí porque o velhinho está preparado”, declarou Fernando David Ferreira, filho do aposentado.
“Estou animado para fazer a prova amanhã. Mas vestibular é sempre uma caixinha de surpresas. A gente nunca se sente preparado. Quando a gente chega lá, dá a tensão pré-vestibular, que é a TPV e parece que o relógio dispara. Quando você vê, já acabou o tempo”, disse o aposentado na véspera da prova em entrevista á TV Anhanguera.

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